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A famosa cadeia de fastfood americana, alvo de inúmeras críticas, altera sua fachada e logo (com aquele vermelho característico) para ficar mais “verde”. Por enquanto as mudanças acontecem apenas na Europa, mais especificamente na Alemanha – mas logo estará na França e na Grã-Bretanha.

Sinceramente acho q essas iniciativas ecológicas mal embasadas soam falsas e jogam contra a tentativa de reverter uma imagem já arranhada. Não é apenas uma frente de loja q irá “ajudar o planeta”, mas sim uma mudança de atitude. Espero q eles cheguem até lá.

Indicação do camarada conterrâneo Mateus Bagatini.

Via Marketing na Cozinha.

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Consistente em seus patrocínios, a Red Bull mantém o Red Bull Brasil FC, time de futebol da cidade de Campinas (manda seus jogos no estádio Moisés Lucarelli), dirigido pelo experiente técnico Jair Picerni, que disputará a série B do Campeonato Paulista.

Vale lembrar q a marca mantém, entre outros, três times de futebol – Red Bull New York (EUA), Red Bull Salzburg (Áustria) e Red Bull Leipzig (Alemanha) -, dois times na Fórmula 1 (RBR e Toro Rosso), um time de hóquei (Red Bull Salzburg)  e um campeonato de corrida de aviões (Red Bull Air Racing). A aposta dessa empresa (de um produto só) no esporte visa evidenciar o benefício energético q proporciona (te dá asas).

Uma questão importante q o blog Brainstorm #9 levanta é: como a Rede Globo, famosa por não promover produtos gratuitamente, chamará o time?

Na mesma linha de investimento para exposição da marca através do esporte, temos o Pão de Açúcar Esporte Clube. O time, mantido pelo Grupo Pão de Açúcar, atuará pela série A-2 do Paulistão em 2010.

De caráter social, o time  aposta na formação de talentos e dá oportunidades para educação dos jovens pretendentes a craques.

É lógico q devem existir outras iniciativas como essas. Seja como responsabilidade social, seja como apoio esportivo para exposição da marca. Acho interessante os dois formatos para disseminar os atributos de marca (esses dois casos, vale lembrar, bem aplicados).

Precisamos conscientizar os empresarios, os profissionais de marketing e de comunicação que não é apenas com reclames televisivos que se constrói uma imagem. Quantas vezes você perguntou como sua marca vai além da propaganda?

É frequente ver as marcas de cervejas figurando entre as mais valiosas do nosso país. Sempre que me deparo com isso coço meus olhos para ter certeza que não estou sonhando. Se por qualquer motivo essas marcas cessarem os altos (altíssimos) investimentos em propaganda (principalmente na TV), teriam muita dificuldade de manter-se no mercado.

Lembro q falo aqui sobre as marcas nacionais. No cenário internacional existem várias marcas com alto valor agregado. Como a Guiness, marca irlandesa criada em 1759 que dispensa apresentação e até hoje é sinônimo do país e de boa cerveja, e que criou também o livro dos recordes (Guiness World Record Book). Ou a americana (ou tcheca? ou abrasileirada?) mais vendida do mundo, Budweiser. Ou ainda a holandesa Heineken que, além de utilizar associação constante com esportes para se promover, ainda mantém um museu interessantíssimo q funciona em seu secular prédio de fundação, em Amsterdã e investe na concepção do Heineken Bar para difundir a experiência da marca.

Podemos perceber que, fora do Brasil, as marcas de cerveja fazem parte da história e, apesar de terem mais tempo para construir sua imagem, apostam sempre na potência e tradição de suas marcas para relacionar-se com as pessoas.

Bundas, peitos, pernas, piadinhas (muitas vezes de mal gosto) não são a base ideal para uma marca q pretende ter um relacionamento de valor com as pessoas. Gerar buzz é bom para uma ação pontual, mas não para gerar fidelidade. Porque, então, insistir em velhas (e cômodas) fórmulas?

O então presidente dos EUA, John F. Kennedy, sabia que ser o primeiro a levar  o homem à lua (e trazer de volta são e salvo) traria imensa notoriedade e elevaria o país a um status único. Por isso lançou o desafio.

JFK não viveu pra ver, mas o país conseguiu (?) superar o desafio e, a partir disso, fortaleceu-se na Guerra Fria, assistindo a derrocada da União Soviética – que estava muito mais avançada na corrida pelo espaço.

Vencer a disputa pelo espaço decretaria definitivamente um vencedor para a Guerra Fria. Diante desse quadro, valia tudo mesmo? Até filmar no deserto, utilizando técnicas desenvolvidas por George Lucas para Star Wars, simulando esse evento? Difícil dizer, delicioso de pensar.

“Presente” é um tempo verbal que parece não ser conjugado pelas empresas. Podemos perceber que, ao contrário das gerações, elas ficaram cada vez mais retrógradas, ou melhor, estagnadas. Não conseguiram nem acompanhar uma evolução natural do mundo, e talvez até por isso paguem um preço tão alto nessa crise econômica. Como diria meu grande amigo e pensador Rafa Campoy, “a maioria das empresas são iguais há 100 anos, continuam no fordismo”. Há uma tendência de acomodação. Não no sentido de relaxamento, mas no sentido da falta de iniciativa e atitude para movimentar-se.

Na minha opinião, as pessoas são os ativos mais importantes de uma corporação. Elas que conduzem o dia a dia e criam o ambiente de trabalho. Além de ajudar a construir ou destruir a imagem da empresa quando estão fora do local de trabalho. O princípio básico do ser humano, e principalmente do brasileiro, é o mínimo esforço. Assim as pessoas tornam-se o ponto falível do negócio. E muitas vezes camuflam-se atrás de processos burocráticos.

Quando falo de uma empresa de vanguarda (moderno é coisa antiga), foge imediatamente da minha cabeça a imagem de um local com pessoas “workaholics”, ensandecidas pelos resultados e prazos. Sou fã da meritocracia. Mas da vida saudável também. Vanguarda é ser “low profile” com assertividade. É eficiência. Cozinha especializada versus “fast food”. A correria é algo ultrapassado, o que vale é ser bem feito para não perder virtudes raras hoje em dia, como a profundidade e a consistência. O povo, sábio, sempre disse que “a pressa é inimiga da perfeição”.

O trabalho é uma troca do tempo disponível pelo recurso financeiro. Essa negociação não precisa ser necessariamente tortuosa. Pelo contrário, tem que ser prazerosa. E quando existe uma causa para abraçar sempre é. A marca tem que ser o catalisador dessa causa. Deve potencializar os esforços da empresa para alcançar seus objetivos.

Transformar seu colaborador em embaixador de sua causa é ter muito mais que apenas pessoas que funcionam (funcionários) na rotina diária, é ter sempre uma equipe remando vigorosamente na mesma direção, em busca dos triunfos.

Dá pra ser eficiente com tranqüilidade. Dá pra ser dinâmico e assertivo em um ambiente saudável. Dá pra gerar resultados e viver a vida. É possível proporcionar ao colaborador um motivo para acordar cedo e trabalhar com satisfação.

Falamos muito que é necessário envolver o cliente, fidelizar o consumidor, entre outros jargões. Só que tem empresa que leva isso ao pé da letra. A Drograria São Paulo, que já colocou o público como co-criadores de produtos e serviços, convida agora as pessoas para indicar onde você deseja que a rede inaugure um ponto de venda. Eu, que adoro a campanha “Caminhos de São Paulo”, tenho minhas dúvidas de como será essa entrega.

Drogaria São Paulo

Esse é um trabalho da Big Ant para a Global Coalition for Peace. Posted by @rodrigoconde via Twitter. Uma forma criativa de passar essa importante mensagem. Incrível.

global coalition

Mais aqui.

Existem várias formas de uma marca se lançar no mercado. Uma delas é se aproximar de um player e copiar as coisas boas, depois tentar desgrudar e seguir caminho próprio. A “Do Bem” fez isso.

Do Bem antes...

Do Bem X Innocent antes...

Lembro que há alguns meses conversava com amigos sobre essa marca e sua descarada inspiração na marca inglesa “Innocent”. Eis que começo a ver posts celebrando a chegada (ou aparecimento) dessa marca. Antes até o site era igual. Agora descolou (ou faz esse caminho). O que é muito bom pra ela e para o mercado, uma marca bem posicionada e não européia.

Hoje:

Innocent hoje

Innocent hoje

Do Bem hoje...

Do Bem hoje...

Se alguém lhe disser a frase “você conhece, você confia” provavelmente será lembrada a marca VW – q usou esse slogan durante muito tempo em suas campanhas. A maioria dos compradores de carro tem a percepção que um carro VW é um produto que tem boa qualidade, baixa manutenção e facilidade na revenda (coisa de véio isso!).
Essência, atributos e posicionamentos não são tão maleáveis assim como uma campanha publicitária. Na propaganda é necessário criar hits sempre que possível, ela é o que constrói a imagem. Marca é DNA, é o que ela é e pronto.
Achei esse exemplo, diretamente da Espanha, que deixa claro que o atributo ‘qualidade’ é algo que acompanha a marca Leche Pascual desde os anos 80. Um excelente exemplo pra mostrar que aquilo que está no DNA deve ficar. E coloca a propaganda no importante papel de disseminar esses conceitos. Curtam os vídeos:

80’s:

2009:

Os dois. Lógico que se a resposta fosse óbvia e simples assim a gente deixaria de escrever todas essas linhas pra explicar cada uma dessas formas de gerenciamento de marcas.
O projeto é algo que particularmente eu gosto bastante. Ter uma plataforma fechada que facilite a entrega de cada etapa é algo que parece mais próximo e tangível pra mim. Seja como for a metodologia, iniciar o projeto sabendo onde tudo vai acabar me deixa mais seguro. Principalmente se eu tiver na condução.
Não é desprezo o que eu sinto pela gestão, é que muita gente usa isso pra esconder o que não está fazendo. É aquela masturbação que não cessa e no final nada sai do lugar. Porém há exemplos bem sucedidos de gestão. Workshops objetivos e que visam alinhar todas as áreas do cliente com a nova perspectiva de marca criada são válidos. Mas nada pior pra uma marca do que sair do nada e ir pra lugar algum.
Há a possibilidade da gestão ser parte do projeto. No final das etapas de trabalho é importante um acompanhamento para que nada seja perdido. Eu acredito que esse é o caminho. A gestão da marca não precisa necessariamente ser algo burocrático e a parte de tudo, mas ser algo leve e de fácil compreensão de todos para maior adesão.

Ctrl C + Ctrl V do Update or Die. Muito bom texto sobre a Casas Bahia e a inovação.

……………

Hoje o jornal inglês “Financial Times” traz reportagem sobre a abertura de uma loja da Casas Bahia na favela de Paraisópolis, em São Paulo, no dia 5 último. A rede investiu R$ 2 milhões nela e já programou mais 30 lojas novas para 2009, inclusive mais algumas em favelas.O autor do artigo, Jonathan Wheatley, começa escrevendo que, ao som de Exaltasamba, “centenas de pessoas na frente da loja dançam, pulam e abanam os braços como se não houvesse amanhã”. Aí fiquei pensando  no que essa loja vai fazer pela auto-estima de seus consumidores e em como o C.K. Prahalad tem sua razão ao defender a possibilidade de inclusão social (e distribuição de renda) pelo consumo.Já demos num dos veículos da HSM um estudo de inspiração etnográfica da ESPM-RJ que mostrava esse potencial com declarações de consumidoras, todas empregadas domésticas, sobre a Casas Bahia. É impressionante o impacto da rede varejista em seu target – acompanhem:

  • As Casas Bahia pegam você na porta, eles se dedicam mesmo, abrem o coração, pra laçar você ali na hora. Agora na outra loja [omiti o nome, vou chamá-la aqui de “outra loja”] você é que tem que ir lá – êi, êi [como se estivesse tendo que chamar o vendedor]. Acho que as Casas Bahia tem mais dedicação à pessoa. (Lourdes)
  • As Casas Bahia são como uma mãe, facilita pra gente. É rápido tirar [comprar] as coisas lá. (Andréia)
  • Lá [Casas Bahia] eles facilita demais pra gente, só falta dar as coisas. Em termos de tudo, de dividir, de pagamento. Agora, há pouco tempo mesmo, eu atrasei as prestações da minha geladeira, eles fizeram um acordo excelente prá mim. (Janaína)
  • Da outra loja, não gosto, acho que é muito cheio de coisa; pras pessoas comprar, tem que comprovar a renda, tem que fazer isso, tem que fazer aquilo; nas Casas Bahia já não tem esse problema, você não precisa comprovar renda, é só você dar um telefone pra contato, que você consegue. (Rita)

Em resumo, a Casas Bahia mergulhou ainda mais no seu segmento de mercado, fez uma inovação (um breakthrough!) sem precedentes ao entrar na favela e não se amedrontou com a crise. Está fazendo inclusão social com lucro e, de quebra, ajudando a construir a marca Brasil no exterior. Talvez este artigo do “Financial Times” seja o primeiro do gênero na imprensa internacional depois que o “Guardian” noticiou a fundação, em 2005, da pousada Maze Inn, do jornalista britânico Bob Nadkarni, na favela Tavares Bastos, do Rio. E dessa vez a iniciativa é brasileira e voltada para o público da própria favela. Se update or die é mesmo um paradigma no século 21, a Casas Bahia certamente é da turma do update, mesmo sem ser “cool”. Ou melhor, Casas Bahia é cool, sim!

….

Acesse o único e genuíno aqui.

Pode não ser mais novidade para algumas pessoas q acessarem o blog. Mas achei genial. Não tenho dúvidas que o nome é parte importante do negócio e da estratégia da marca.

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Remetendo à resposta básica da pergunta “o que deseja beber?” uma empresa de Cingapura criou duas bebidas: Anything e Whatever. O melhor vem no momento da compra, que vc não sabe exatamente o que vai beber. Anything pode ser refrigerantes tipo Cola, Cola com Limão, Maçã, entre outros. E Whatever pode ser chá de pêssego, limão ou entre outros sabores.

Seria essa questão da diversão aliada à surpresa (Kinder Ovo?) uma conexão com a marca ou apenas um link de comunicação?

Site da empresa:
http://www.anything.com.sg/

Esse tem poucas possibilidade de fraude como urnas eletrônicas ou cédulas de papéis. E é uma forma inusitada de envolver os eleitores na discussão política. Great!

Veja também o blog desse movimento aqui.

Que isso sirva de lição para as empresas que ainda não entenderam. Mais vale um cliente satisfeito do que dois reais na mão. O que quero dizer com esse trocadilho infame é que cada vez mais o consumidor tem a possibilidade de criar seus meios de reclamar – ou virgar-se. E a internet é o maior deles.

Dentre vários exemplos existentes, dois me chamam muito a atenção nesses últimos tempos: Credicard Citi, a pior operadora de cartão de crédito e o site Saraiva Não.

A primeira, Credicar Citi a pior operadora de cartão de crédito, na minha opinião é a pior. É tipo uma vingança geek, onde o autor do (ótimo) blog Revolução Etc que teve um problema de relacionamento com a empresa criou uma chamada Google Bombing. Ou seja, toda vez q vc fizer uma pesquisa no google como a pior operadora de cartão de crédito a primeira opção será Credicard Citi.

A outra é um pouquinho menos nerd. Mas tem uma mobilização maior, uma vez que vários compradores que se sentem lesados pela empresa se uniram em torno dessa causa. E um deles criou o site Saraiva Não, onde além de pregar contra a empresa ainda conta passo a passo o andamento das tentativas de negociação. Pelo que entendi eles compraram um iPod Touch e entregaram outro modelo.

Não entendo como, com todo esse acesso, as empresas brasileiras ainda não entenderam que o consumidor é parte importantíssima em toda cadeia de mercado delas e deve ser tratado como tal. Deve ser tratado bem. O que eu postei aqui certamente são alguns exemplos curiosos do que um cliente insatisfeito pode fazer. Todo mundo fala sobre isso. Mas ninguém faz nada contra.

Sei que não tem tanto a ver com o propósito do site, apesar de ser uma estratégia de negócios, mas pensei muito nessa questão ontem:

Seria o ‘Pica Pau’ o ‘Chaves’ da Record?

chaves-woody
Se fizer o mesmo sucesso, o Pica Pau pode comemorar sim!

Li um post interessante em um blog espanhol que visito periodicamente que dizia um pouco sobre as marcas que atacam os concorrentes.

Lá, como cá, não é comum (salvo algumas exceções) que as marcas entrem em conflito direto na frente dos consumidores. É como se duas pessoas resolvessem se “estapear” na rua, no horário de rush. E a comparação óbvia de onde isso acontece com frequência são os EUA, onde grandes marcas – como Coca Cola e Pepsi, Mac e Microsoft, a mais recente entre Dunkin Donuts e Starbucks e (porque não?) democratas e republicanos – sustentam brigas históricas.

Por acaso li recentemente em uma Superinteressante a história da rixa entre Adidas e Puma. Porém aí é mais uma briga familiar – entre os dois irmãos detentores das marcas – do que mercadológica. Mas inclui capítulos de envolvimento político (com o nazismo) e até a “traição” do neto do fundador da Puma ao assumir a presidência da Adidas. Cinematográfico.

Por aqui a história mostra que essa estratégia quase sempre acaba mal. A Nova Schin que o diga. Protagonizou um dos mais recentes rounds pelo consumidor juntamente com a Brahma. Tudo por causa do garoto propagada, no caso Zeca Pagodinho. Outra que recentemente apostou nessa fórmula foi a Amanco, só que a Tigre, corretamente, não entrou na onda. Também existe no Brasil as rusgas entre a Coca Cola e a Pepsi (como Ambev), só que essa fica velada entre os colaboradores. Por enquanto.

A grande questão que o autor inteligentemente propõe é que marcas líderes nunca devem atacar nem retrucar as investidas da concorrência, porém as marcas emergentes podem se utilizar dessa estratégia para gerar discussão e buzz. Será mesmo?

Não entendo como ainda é possível encontrar, em pleno século 21, em um contexto econômico e ambiental desfavorável, empresas que insistem na panfletagem como ferramenta de divulgação de seu produto/marca.

Mesmo porque essa forma de trabalhar o público, que pouco tinha eficácia, hoje em dia perdeu ainda mais o sentido. Em São Paulo, com a Lei Cidade Limpa, o número de abordagens diminuiu bastante. Mas ainda ocorre em alguns semáforos, entradas de shoppings, etc. Porém no interior (situação que conheço bem) essa prática é constante.

O empresariado precisa entender que isso só enfraquece o negócio, pois simboliza o desperdício de dinheiro, matéria prima e tempo. Além de enfurecer muitos motoristas. Imagine que a empresa, além da concorrência natural do mercado, ainda tem que disputar espaço no semáforo com malabares, crianças carentes, ambulantes vendendo tudo o que é possível. É, no mínimo, desagradável.

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Os supermercados e seus jornais de ofertas são os campeões desse formato de divulgação. Pior é para quem mora em residências que quando chegar sabe que todos concorrentes deixaram sua contribuição contra o meio ambiente em sua varanda. Creio que somente os mais velhos (e os designers precisando de uma amaciada no ego) ainda utilizam os jornais para procurar os produtos em oferta na semana. Será que as grandes redes atuam da mesma forma no exterior? Porque não criar formas de envolver (e fidelizar) os consumidores? – Confúcio já dizia: “(…) envolva-me e compreenderei.”

Acredito que a empresa com o posicionamento voltado para a sustentabilidade e que perceber esse gap pode fazer uma ação contrária ao movimento, o de recolher os papéis e lixos dos motoristas e encaminhar para a reciclagem. Além de fortalecer a conexão com sua marca, ainda prestaria um serviço de utilidade pública.

Enquanto isso vou fazer como um amigo disse: “pego somente o folheto da cigana pra ela não fazer macumba pra mim.”

logo Obama 08

As eleições americanas sempre movimentam o mundo. Como muitos já disseram: quando os USA espirram, o mundo está com pneumonia. Porém acredito que, diante do cenário econômico global e, principalmente, interno, essa eleição teve maior repercussão. Além de entrar para a história como o primeiro negro americano a sentar na cadeira da liderança nacional.

Vale ressaltar, da enxurrada de informações que mesmo de longe fomos expostos, o posicionamento adotado durante a campanha do democrata. Tá certo que ficar ao lado da mudança frente a um governo como o de Bush não deve ser assim tão difícil. Porém, o q pode parecer óbvio agora, é que se posicionar como fator de mudança foi uma jogada de mestre dos profissionais envolvidos na campanha. Para aproximar-se ainda mais da população o slogan criado (“Yes, we can”) caiu como uma luva. Ele dizia: sim, podemos mudar e eu sou a mudança. O que poderia dizer o adversário, abatido antes de levantar vôo?

Isso não remete à um candidato que se posicionou como ‘a esperança’ recentemente por aqui?

Mais sobre a campanha de Obama aqui.