You are currently browsing the tag archive for the ‘branding’ tag.

A mais inspiradora consultoria de branding traz mais um case instigante, agora para uma empresa de advocacia: a dinamarquesa (e com nome indizível) Gorrissen Federspiel Kierkegaard.

A primeira ação foi diminuir o nome para Gorrissen Federspiel, para facilitar a compreensão dos dinamarqueses (!).

Com uma linguagem visual bem proprietária e o tom de voz bem enérgico, a Saffron conseguiu traduzir a personalidade real da empresa.

Um projeto magnífico.

“O novo símbolo representa a equipe no centro de Gorrissen Federspiel e é derivado do nome dos parceiros (e, mais amplamente das pessoas) na empresa.”

Via Saffron Brand Consultant.

Quem foi que inventou que pessoas com menor poder aquisitivo são obrigadas a interagir apenas com produtos e/ou marcas de baixa qualidade?

Ver que a propaganda (ainda!) utiliza isso como verdade é assustador. Não importa (acredito q nunca importou) quem terá contato com um produto (leia-se serviço tb), ele precisa ser bem projetado, com uma marca e um posicionamento relevante para o público, uma experiência de marca envolvente e ter uma comunicação atraente, que consiga expor os atributos. Eu humildemente acho q nenhum ponto citado nesse parágrafo refere-se a coisas ruins, de má qualidade ou mal feitas.

Assistimos hoje a ascensão (mais que declarada na imprensa) da chamada “classe C”. Graças ao crescimento e fortalecimento econômico do nosso país, vivemos um momento onde o poder de compra está disponível – financiamento e crédito fácil ajudam muito isso – praticamente para quem quiser. Várias empresas apostam na manutenção de sua principal marca e na criação de uma marca mais popular, com preço mais competitivo no varejo. A Whirlpool faz isso com a Cônsul, as multimarcas Unilever e Procter tb tem as suas, como Brilhante e Pop no segmento de sabão em pó, por exemplo. As grandes empresas do setor imobiliário utilizaram esse formato, a Cyrela criou a Living e a Gafisa adquiriu a Tenda, para atender essa importante demanda. Até a Fiat declara ter a intenção de lançar uma marca com esse foco.

As grandes redes de varejo são os maiores exemplos da tosquice na hora de falar com quem mais interessa. Não dá pra falar que é agradável para quem está na frente da TV, sem distinção, assistir entre seus programas prediletos: “o preço melhor ninguém faz”, ou as redes de supermercados com aquelas imagens de carne crua (e tablóides que invadem as varandas – Panfletagem Não!), ou ainda o visionário octogenário Samuel Klein fora do seu merecido descanso. E o que são aqueles benditos merchandising em programas de auditório? E as propagandas de tratamento odontológico? Entre tantas outras coisas, como a própria programação da TV e as revistas entupidas de anúncios.

A maioria disso tudo não tem como base uma construção sustentável de marca, com uma plataforma relevante e atributos que estão no DNA para reger todos os pontos de contato da marca. Pelo contrário, é a busca pelo efeito imediato. Pela venda já. “É só amanhã mesmo!”. É como construir uma casa sem alicerce, tende sempre a cair.

É importante ressaltar que no contexto atual do mercado temos mais pessoas consumindo mais. E voltamos justamente ao cerne da questão: se são realmente tão importantes, porque oferecê-los produtos, marcas e, principalmente, uma comunicação de baixa qualidade?

É possível uma marca popular não ser popularesca. É possível não gritar na guerra da concorrência, e ser competitivo. As lojas de departamento, como C&A e Renner, iniciaram essa caminhada. Já notaram q estão em um universo onde todos tem acesso às últimas tendências. A espanhola Zara ganhou notoriedade justamente por dar, a preços razoáveis, acesso ao mundo da moda. No meio de tantas possibilidades, pra que apelar?

“Presente” é um tempo verbal que parece não ser conjugado pelas empresas. Podemos perceber que, ao contrário das gerações, elas ficaram cada vez mais retrógradas, ou melhor, estagnadas. Não conseguiram nem acompanhar uma evolução natural do mundo, e talvez até por isso paguem um preço tão alto nessa crise econômica. Como diria meu grande amigo e pensador Rafa Campoy, “a maioria das empresas são iguais há 100 anos, continuam no fordismo”. Há uma tendência de acomodação. Não no sentido de relaxamento, mas no sentido da falta de iniciativa e atitude para movimentar-se.

Na minha opinião, as pessoas são os ativos mais importantes de uma corporação. Elas que conduzem o dia a dia e criam o ambiente de trabalho. Além de ajudar a construir ou destruir a imagem da empresa quando estão fora do local de trabalho. O princípio básico do ser humano, e principalmente do brasileiro, é o mínimo esforço. Assim as pessoas tornam-se o ponto falível do negócio. E muitas vezes camuflam-se atrás de processos burocráticos.

Quando falo de uma empresa de vanguarda (moderno é coisa antiga), foge imediatamente da minha cabeça a imagem de um local com pessoas “workaholics”, ensandecidas pelos resultados e prazos. Sou fã da meritocracia. Mas da vida saudável também. Vanguarda é ser “low profile” com assertividade. É eficiência. Cozinha especializada versus “fast food”. A correria é algo ultrapassado, o que vale é ser bem feito para não perder virtudes raras hoje em dia, como a profundidade e a consistência. O povo, sábio, sempre disse que “a pressa é inimiga da perfeição”.

O trabalho é uma troca do tempo disponível pelo recurso financeiro. Essa negociação não precisa ser necessariamente tortuosa. Pelo contrário, tem que ser prazerosa. E quando existe uma causa para abraçar sempre é. A marca tem que ser o catalisador dessa causa. Deve potencializar os esforços da empresa para alcançar seus objetivos.

Transformar seu colaborador em embaixador de sua causa é ter muito mais que apenas pessoas que funcionam (funcionários) na rotina diária, é ter sempre uma equipe remando vigorosamente na mesma direção, em busca dos triunfos.

Dá pra ser eficiente com tranqüilidade. Dá pra ser dinâmico e assertivo em um ambiente saudável. Dá pra gerar resultados e viver a vida. É possível proporcionar ao colaborador um motivo para acordar cedo e trabalhar com satisfação.

Acho muito bom quando as empresas se mexem. Em tempos pós modernos, o que podemos ver são empresas extremamente conservadoras (salvo algumas raras exceções).

O Pão de Açúcar, que já havia mudado seu posicionamento de comunicação, agora altera sua marca. Acho ótimo pelo movimento, apesar de uma alteração um tanto sutil – mas até q ponto dava pra mudar muito sem perder a essência?

Os dois. Lógico que se a resposta fosse óbvia e simples assim a gente deixaria de escrever todas essas linhas pra explicar cada uma dessas formas de gerenciamento de marcas.
O projeto é algo que particularmente eu gosto bastante. Ter uma plataforma fechada que facilite a entrega de cada etapa é algo que parece mais próximo e tangível pra mim. Seja como for a metodologia, iniciar o projeto sabendo onde tudo vai acabar me deixa mais seguro. Principalmente se eu tiver na condução.
Não é desprezo o que eu sinto pela gestão, é que muita gente usa isso pra esconder o que não está fazendo. É aquela masturbação que não cessa e no final nada sai do lugar. Porém há exemplos bem sucedidos de gestão. Workshops objetivos e que visam alinhar todas as áreas do cliente com a nova perspectiva de marca criada são válidos. Mas nada pior pra uma marca do que sair do nada e ir pra lugar algum.
Há a possibilidade da gestão ser parte do projeto. No final das etapas de trabalho é importante um acompanhamento para que nada seja perdido. Eu acredito que esse é o caminho. A gestão da marca não precisa necessariamente ser algo burocrático e a parte de tudo, mas ser algo leve e de fácil compreensão de todos para maior adesão.